GOA - 25º ESTADO DA UNIÃO INDIANA
- EVACUAÇÃO DOS MILITARES E CIVIS DO EIP - Após a rendição dos militares portugueses, estes foram aprisionados nos campos de concentração militar. O governo português em meados de Janeiro de 1962 providenciou junto do Governo da Índia o seu repatriamento e dos civis portugueses de Goa, Damão e Diu, independentemente da sua naturalidade, desde que desejassem sair. A Índia respondeu favoravelmente a proposta portuguesa, mas acrescentou-a a troca de 5 cidadãos indianos detidos em Portugal pelos cidadãos portugueses civis detidos em Goa pela União Indiana e pediu permissão de pleno exercício de actividades, sem restrição de qualquer tipo, aos seus 12 000 cidadãos indianos residentes em Moçambique, mas concordou em autorizar a todos os residentes manter nacionalidade portuguesa caso quisessem, embora descordando do princípio de que a população da Índia Portuguesa fosse de nacionalidade portuguesa, e em lhes autorizar a abandonar a Índia com a concessão dos respectivos vistos de saída. O governo português aceitou apenas o repatriamento dos seus militares e civis, sem a contrapartida de concessão da liberdade sem restrições aos 12 000 cidadãos indianos detidos em território português, a não ser que estes optassem pela nacionalidade portuguesa. Cumpridos os trâmites de entendimento entre os dois países no dia 2 de Março de 1962 foi iniciada a evacuação dos portugueses, pelo itinerário aéreo de Goa (Mormugão) para Karachi, com cerca de 60 voos e com uma média de 5 voos diários, seguindo daqui para Lisboa via marítima, através dos navios, Vera Cruz, Pátria e Moçambique.
DIPLOMACIA DO GOVERNO PORTUGUÊS E ACTIVIDADE DAS INSTITUIÇÕES GOESAS - Iniciada a invasão dos territórios do Estado da India Portuguesa, (EIP) Portugal apresentou queixa ao Conselho de Segurança da ONU, no dia 18 de Dezembro de 1961, que com a maioria de 7 votos mandou suspender as hostilidades, recuar as forças invasoras para os pontos de partida e fazer negociações para solução do conflito, mas a resolução foi vetada pela Rússia.Após a conquista do EIP no dia 19.12.1961, Goa, Damão e Diu ficaram politicamente subordinados a lei marcial do regime militar presidido pelo General Candeth até 1963, quando se deram as primeiras eleições e Dayananda Bandodcar de Maharastrhawadi Gomantak Party (MGP) tornou-se Ministro Chefe de Goa, Damão e Diu.
A política externa portuguesa denunciou em 1962 à Assembleia-Geral das NU a saída de mais de 3 mil goeses para Lisboa e outros tantos para outras regiões do mundo desde Dezembro de 1961 e pediu retirada das forças de ocupação e de administração indiana.
A Associação Goesa de Nairobi em 1962 apresentou a Índia o pedido de plebiscito no contexto de autodeterminação e organizou em Paris em Dezembro de 1963 a Conferência do Povo de Goa, Damão e Diu, em que foi criado o movimento "Goa Freedom Movement" com sede em Londres, sendo seu Secretário-Geral, António de Fonseca.
Quando do referendo nos territórios de Goa, Damão e Diu, Portugal alegou em 23 de Janeiro de 1967, nas NU, que aos goeses apenas foram apresentadas 2 alternativas: opção de integração no Estado de Maharastra ou continuação como territórios de União Indiana, e pediu garantias para uma livre escolha entre a sua submissão ao Governo de Nova Delhi e a sua aspiração legítima de manter a sua individualidade. Mas, face aos resultados obtidos, 10 dias depois, a Índia anunciou aqueles territórios como territórios da União Indiana. Este referendo ao não dar também a opção de independência aos goeses mostrou a sua fraqueza democrática, sobretudo, tomando em consideração que aqueles territórios foram conquistados com o uso massivo de forças militares, sem a existência duma rebelião interna contra a soberania portuguesa.
Também em 1967 Portugal comunicou às Nações Unidas que a Índia deveria ser obrigada a devolver o que invadiu, ocupou e retém pela força das armas e contra a vontade das populações.
Pelo Decreto de 27-11-1973 Portugal manteve em vigor o Estatuto Político Administrativo da Província do Estado da Índia, aprovado pelo Decreto 40 216 de 1 7 1955.
O Decreto nº 206/75, assinado em 31-12-1974, em Nova Delhi, pelos representantes de ambos os países, J.P.Chavan, India, e Mário Soares, Portugal, após a Revolução Portuguesa de 1974, aprovou o Tratado entre a Índia e Portugal e restabeleceu a nível de embaixadores as respectivas relações diplomáticas e Portugal e India assinaram acordos de cooperação na área cultural em Goa, Damão, Diu, Dadrá e Nagar-Aveli:
- Para preservação e restauração dos monumentos históricos e religiosos, mediante estudos e difusão da herança histórica e intercâmbio de especialistas na arquitectura e arqueologia;
- Para promoção da língua e cultura portuguesa e na área desportiva;
- Em contrapartida, Portugal reconheceu a soberania da Índia sobre Goa, Damão, Diu, Dadrá e Nagar-Aveli, depois de derrogar a parte correspondente do artigo 1º da Constituição Portuguesa de 1933, (que afirmava a unidade de Portugal desde Minho a Timor), tendo em mente o desejo dos povos da Índia e de Portugal de iniciarem uma nova era de amizade e cooperação, com base na igualdade de soberania e reciprocidade de benefícios e ambas as partes acordaram em resolver por meio de negociações bilaterais todas as questões entre elas, incluindo as respeitantes à propriedade, bens ou reclamações dos cidadãos dos respectivos países, bem como as questões relativas à propriedade estadual e aos bens de cada um dos Estados nos territórios do outro Estado;
- Ambas as Partes acordam também em resolver por meio de negociações bilaterais os direitos e as reclamações de cidadãos indianos e de outros indivíduos dos territórios sob administração portuguesa, que tivessem interesses na Índia, respeitantes à sua propriedade e bens;
- Portugal concordou, em princípio, entregar à Índia todos os arquivos, registos, papéis, documentos e outros materiais que digam respeito aos respectivos territórios, incluindo aqueles que possam ter sido transferidos para qualquer lugar fora destes territórios. De igual modo, a Índia concordou, em princípio, transferir para Portugal todos os arquivos, registos, papéis, documentos e outros materiais que se possam encontrar nos mesmos territórios e que não digam respeito principalmente a esses territórios. Acordaram também que as modalidades da sua entrega, acesso, passagem de certidões e consultas mútuas serão estabelecidas pelas vias diplomáticas e quaisquer problemas de aplicação ou interpretação serão solucionados por negociações bilaterais.
Em 1980 a convite de cidadãos goeses Vassalo e Silva visitou oficialmente Goa, entre 10 e 17 de Junho, com todas as honras devidas como último Governador de Goa, para assistir as cerimónias de comemorações camonianas da responsabilidade do Governo de Goa, relativamente aos 400 anos da morte de Luís de Camões, com exposição iconográfica, bibliográfica, e filatélica, e com inauguração dum carimbo de Correios, e ainda com palestras de professores sobre a necessidade de manter o ensino oficial da língua portuguesa.
Em 2005, quando o Presidente da República de Portugal, Cavaco Silva, visitou o Estado de Goa a Universidade de Goa concedeu-lhe o grau de Honoris Causa.
Em Goa existem as seguintes instituições para defesa da cultura e língua portuguesa:
- Fundação do Oriente: Tem como objetivo manter relacionamento histórico e cultural, desenvolver actividades culturais e colaborar na recuperação dos edifícios históricos. Exemplos recentes: 1999-2001, restauração da Capela do Monte, construida em 1517, em Velha Goa, em colaboração com o Governo de Goa e Arquidiocese de Goa e Damão. E em 2010 a organização do " Festival da Musica de Capela do Monte "Monte Music Festival".
- CPLP/Instituto Camões: Tem como objetivo promover cultura portuguesa, cursos da língua portuguesa, filmes, música, exposições de pintura, exposições de fotografia, feiras de livro, formação de professores de português para ensino secundário e superior e cursos de tradução de inglês para português e vice-versa. Um exemplo de relacionamento cultural, pode-se citar a Canção Mandó em português 2008, ver o vídeo nos endereços da internet da autoria de Maria Ana Bobone e Miguel Capucho, em Goa, 2008.
- Goa Comunicare: Uma organização não-governamental vocacionada para promoção do diálogo inter-cultural e ensino de várias línguas, incluindo a língua portuguesa, e, para isso, encontra-se associada aos outros organismos que promovem o portugues e tem ao seu cargo o trabalho de recolha das tradições e musicas locais a fim de serem integradas nos programas de ensino da língua portuguesa a ser implantado futuramente nas escolas primárias. Procede também a recolha de informação bibliográfica de todos os livros em português que se encontram inactivos nas instituições ou nas casas particulares em Goa a fim de as mesmas serem incluidas numa biblioteca virtual para consulta pública.
- Goa, A friendship Society, Altinho, Pangim: organização não-governamental, objetivo defender a língua e a cultura portuguesa. Oferece cursos livres de português, apoia conferências, debates, festivais, certames, cursos de culinária portuguesa, goesa e indiana, arranjos florais, costura tradicional portuguesa, danças, música e história. Ministra os cursos de português nas próprias escolas públicas e introduziu a Disciplina da Língua Portuguesa em algumas escolas do Estado de Goa e abriu cursos livres de português em Mapuça, Ponda, Vasco de Gama e Loutulim e Margão. Anualmente realiza 3 cursos: Básico I com duração de um ano letivo; Básico 2 com duração de 2 anos letivos; Curso de Conversação com um ano letivo.
Em 2009, uma missão de 12 empresários goeses, chefiada por César Meneses, presidente da Câmara de Comércio e Industria de Goa, visitou Lisboa, para reforçar as ligações entre os dois países, no sentido de empresários portugueses investirem em Goa nos sectores de construção, reparação naval, farmacêutica e biotecnologias.
Em 2009, Churchill um proeminente político goês e deputado, convidou Luis Filipe Scolari, brasileiro, treinador de football mais bem pago do mundo a visitar Goa. Os representantes da Universidade de Porto visitaram Goa e estabeleceram contactos no sentido de estabelecer em Goa um departamento seu na Área de Nutrição Desportiva.
Uma delegação portuguesa, chefiada pelo Embaixador de Portugal na Índia, visitou a cidade de Pangim e assinou um memorandum entre o Governo Português, Governo de Goa e a Fundação Oriente, encontarndo-se presente também o Consul Geral de Portugal em Goa e o Director das Relações Internacionais da Câmara Municipal de Lisboa, cujo Presidente António Costa, de ascendência goesa, está convidado para visitar dentro em brave a ciade de Pangim. Estes encontros a pedido dos representantes da Cidade de Goa tem por finalidade ajudar a implementação dum sistema de recolha e tratamentos de resíduos sólidos, e aplicação de medidas para a melhoria do sistema de transportes públicos em Goa. In. The Navhind Times, CCP may get Portugal´s help to develop city; 2010.10.27. Dois representantes deste delegação visitaram a Estação de Tratamentos dos Resíduos Sólidos de Headland, Sada, Vasco de Gama, e as outras estações municipais. In. The Navhind Times/Portugal Delegation visits Solid Waste treatment plant at Sada; 2010.10.28
SITUAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA EM GOA - Ocorreram em Goa na noite de 20 a 21 de Junho de 1963, 3 explosões, uma nuns armazéns em Cortalim, outra na Câmara Municipal de Margão e a outra na Câmara Municipal de Pondá, sendo seus autores o agente da PIDE Casimiro Monteiro, goês, ido de Portugal, com a cumplicidade de alguns goeses, que depois de julgados foram libertados, excepto um dos goeses, Olavo, que foi condenado a pena de prisão e Casimiro Monteiro condenado à revelia a 10 anos de prisão.
-19.02.2011 - IN. https://goancauses.com/Fr.%20Monteiro.htm "Dia 2 de Dezembro de 1962 foi preso e encarcerado na prisão de Mapusa, em Goa o Monsenhor F.X.Monteiro por não acatar a ordem de expulsão porque defendia a ideia de que Goa pertencia a Portugal, e obrigado a pagar uma multa de 1000 rupias, multa que recusou a pagar e foi detido mais 7 dias. Em 1963 foi de novo notificado deixar Goa. Por incumprimento da ordem foi detido e preso na prisão de Reis Magos por 6 meses. O governo indiano pensou deporta-lo para Portugal. Porém, não era possível porque o seu passaporte tinha-se expirado, e foi notificado a pedir novo passaporte, o que ele recusou fazê-lo e argumentou que "Eu nasci e cresci em Goa e recuso deixar Goa. Nasci goês e continuarei goês até à morte". Em 1965 o caso foi transferido para Judicial Commissioner`s Court. Portugal, durante o regime de Salazar (que não reconhecera a conquista de Goa pela Índia) arranjou para a sua defesa Edward Gardener (Queen`s Counsel from London). Mr. Gardener ficou surpreendido com a sua atitude de lutar contra o Governo da ìndia, mas pouco conseguiu ele para beneficia-lo e a decisão anterior continuou vincada, seja ele obrigado a deixar Goa. Em Outubro de 1968 foi de novo preso e enviado para um destino desconhecido, e a família soube que fora deterrado para a prisão de Patiala, em Pundjab, onde ficou numa cela solitária sem poder contactar a família. Sobreviveu através de orações e recitando poesia da sua memória. Foi um tempo terrível para ele e para a sua família. Mas, com a intervenção de Santa Sé, o Governo Português propôs ao Goevrno da ìndia a sua libertação em troca dum nacionalista indiano Mr.Telo Mascarenhas preso numa cadeia em Portugal.Foi libertado em Maio de 1969 e permitido voltar a Goa com a condição de não poder sair de Goa. Era depois visitado frequentemente pela polícia, até mesmo antes de morrer. Em Goa continuou ele o seu trabalho de ensinar catequese, visitar doentes e velhos, treinar os jovens no futbol e voleibol. Em 1975 assumiu o lugar de Diretor de Clery Home in Porvorim- um asilo para padres reformados, lugar que ocupou até à sua morte em 29.10.1990. Nos anos seguintes, postumamente foi-lhe conferida _Vincent Xavier Verodiano Award."
- A Índia em 1 de Dezembro de 1966 decidiu organizar o referendo, "Opinion Poll 1967", para decidir a integração de Goa no Estado de Maharastra e Damão e Diu no Estado de Guzerate ou a continuação como territórios do Governo Central da União Indiana. Para o efeito dissolveu o Ministério de Goa, chefiado por Bandodkar e a respectiva Assembleia Legislativa e nomeou o governo presidencialista por seis meses, período em que o Partido Maharastrawadi Gomantak apoiou a união com a Marashtra e o partido dos Goeses Unidos, predominantemente católico, em conjunto com o Partido do Congresso (Goa), apoiou o voto como Território de União. O Referendo realizou-se no dia 16 de Janeiro de 1967, com a vitória dos "Goeses Unidos", em Goa, sendo 138 170 pró Maharastra e 172 191 contra, em que a origem dos votos sugeria que tinham votados contra: os católicos mais 15 a 20 por cento dos hindus. Enquanto Damão e Diu optaram pela continuação como território do Governo Central.Portugal alegou em Janeiro de 1967 nas Nações Unidas que aos goeses apenas foram dadas duas alternativas e pediu garantias para uma livre escolha entre estarem submetidos ao Governo da União Indiana ou manter a sua individualidade, mas a Índia anunciou aqueles territórios como da União Indiana.
- Em 1973 Portugal manteve em vigor o Estatuto Político-Administrativo da Província do Estado da Índia, aprovado em 1955. Com o 25.04.1974 foram estabelecidas as relações diplomáticas entre Portugal e Índia e foi reconhecida a soberania da Índia sobre o Estado da India Portuguesa e acordaram também preservar a língua, cultura portuguesa e conservar os monumentos históricos e religiosos.
- Em 1980 ao convite dos goeses Vassalo e Silva visitou oficialmente Goa para assistir as cerim´nias camonianas.
- Após consulta em 198,7 o Primeiro Minsitro Indiano Rajiv Gandhi reconheceu à Goa o estatuto de 25º Estado da União Indiana, e declarou, depois de uma campanha politicamente agitada," em que morreu Floriano Vaz, um estudante de Fatordá e deram-se alguns incidentes e mortes em Neurá Tiswadi Ilhas Agaçaim" In Goanet 20.12.2010, concani como língua oficial, em 1987. Nesssa altura concani era escrita, desde o século XVI, usando oficialmente o alfabeto português, facto que permitia uma maior facilidade de estudo na aprendizagem das duas línguas, concani e portuguesa, sendo a fonética a mesma para ambas as línguas. À partir desta data passaram usar o alfabeto devanagari e banido o alfabeto português na escrita da língua mãe concani em Goa nos estabelecimento do ensino e nas repartições públicas.
- Em 18/12/2006, dia por coincidência da invasão e posterior ocupação de Goa pela India, uma grande manifestação popular realizou-se na Praça de Azad Maidan, em Pangim, onde Goa Bachao Abhiyan fez o seu primeiro comício contra o Regional Town Planing 2011, (RTP) obrigando o governo a suspendê-lo. Mas na prática, tudo continuou na mesma, as serras foram desforestadas; os campos e zonas húmidas foram aterradas para construção de difícios; a exploração mineira continuou sem limites; os grandes projectos de construção continuaram, apesar dos protestos; o fluxo migratório dos restantes Estados da Índia continua, cativando mais migrantes não-cristãos ao território através da reserva de 20% de emprego em Goa, o que faz diminuir ainda mais a percentagem dos cristãos e dá oportunidade para causar problemas inter-religiosos, e supõe-se que os migrantes são já 30 a 40% da população total de Goa, que é de 1 300 000 habitantes; o lixo orgânico e industrial, perigoso e não perigoso, continua sem tratamento;o solo, a água, sobretudo os rios, mostram-se poluídos.Tudo isso significa destruição dos ecossitemas e da biodiversidade, com construções e indústrias mal planeadas. A construção do aeroporto de Mopa, junto da fronteira de Maharastra supõe-se que desvalorizará o aeroporto civil de Dabolim, construído em 1954, que por sua vez a Marinha Indiana o reservou para a sua integração na sua base naval, sediada em Karwar, em 1968, nos termos da lei de defesa, de acordo com o plano de defesa da Índia. O Plano de 2021, tal como o plano de 2011, são assim considerados planos de destruição de Goa. Este desenvolvimento planeado sem tomar em consideração o seu impacto ambiental negativo, será ainda agravado com a previsão mundial de subida da água do nível do mar em toda a costa marítima do globo, claro incluindo a costa goesa.
- Face ao agravamento da situação, já se fala nos jornais na necessidade de concessão do Estatuto Especial "Special Status", como Himachal Pradesh, Kasmir e Assam, supondo que isso permitirá uma gestão e desenvolvimento sustentável de Goa, e redução do número dos migrantes em consequência da diminuição da construção civil e das industrias poluentes, enquanto isso muitos goeses solicitam o passaporte português como um documento privilegiado para obtenção do emprego no mundo ocidental e noutros países.
- "Num comício em Pangim os representantes de partidos RSS e BJB advertiram o governo que lançariam uma agitação para obrigar o governo a encerrar o Consulado de Portugal em Goa, substituir as placas das ruas de Pangim com nomes em português, e investigar a Fundação do Oriente. Neste comício crianças queimaram uma éfige de Afonso de Albuquerque. Acusaram a Fundação do Oriente de incentivar portuguesismo em Goa através de doações e bolsas de estudo. Decidiram também impedir todas as inciativas locais para glorificar a história portuguesa em nome da cultura e laços comerciais, e o dia 25.11 foi considerado um dia negro, dia em que Afonso de Albuquerque em 1510, no dia de Santa Catarina, conquistou Goa aos muçulmanos com a ajuda do rei hindu Timoja." In. The Times of Índia: Anti-portuguese resolution passed by group in Panaji; 26.11.2010.
LÍNGUA OFICIAL DE GOA, CONCANI - Foi necessário que o povo lutasse contra os governos, local e central, para que fosse reconhecido a Goa o direito a ser um Estado com uma língua própria, concani. Lingua falada por cerca de 3, 6 milhoes em Goa, Karnataka e Maharastra, mas é escrita em Goa em 2 alfabetos, devanagari, o oficial, e romano com fonética portuguesa, seja alfabeto português, e nos Estados de Karnataka e de Kerala é escrita em alfabeto kannada ou dravidiano.
Sendo Goa, limitada à norte com o Estado de Maharastra, onde também parte da população fala concani, mas escreve em devanagari, os apoiantes destes em Goa, reclamam a integração de Goa na Maharastra, apesar de haver outros goeses que escrevem concani em alfabeto romano com fonética portuguesa, incluindo nestes a maior parte da diáspora goesa no mundo, com uma longa história de 500 anos de literatura, sobretudo os católicos. Os opositores a integração na Marashtra, como Joaquim Correia Afonso de Benaulim, propõem a integração de Belgão, do Estado de Marahstra, e do Estado de Karnataka, no Estado de Goa, ambos territórios falantes da língua concani e limítrofes de Goa.
Por outro lado, Goa, a medida que se vai industrializando e atraindo a imigração indiana, que supõe-se ser de 30 a 40%, linguisticamente está a tornar-se uma miscelânea de línguas, Marathi, Hindi, bihari, urdu, etc.,e Concani de escrita dual: Romana e Devanagari, surgindo também em Goa o principio de paridade para escrever em romano e em devanagari, como fazem em Bengala Ocidental, Rajastan, Gujerat e outros Estados, na escrita das suas respetivas línguas.
Assim, sem uma uniformidade de escrita e com o divisionismo linguístico, tanto na escrita como na fonética, concani encontra-se fragilizado. Os naturais usam o inglês no seu relacionamento escrito nas instituições oficiais ou particulares, e, o preferem como língua de estudo e trabalho, e, ainda como meio de emigração para o estrangeiro. No entanto é de referir que os arquivos do E.I.P encontram-se escritos em português, desde século XVI até à alguns anos recentes, depois de 1961, data da queda do E.I.P.
Mas se durante quase 500 anos os arquivos de Goa, Damão e Diu foram escritos em português será licito substituir o português pelo inglês e substituir igualmente o alfabeto português/romano na escrita da língua concani pelo alfabeto devanagari? Por outro, se a identidade goesa durante o período português foi-se formando através da língua portuguesa a par da língua concani, usando ambas o mesmo alfabeto português e absorvendo a língua concani palavras portuguesas, com as alterações agora introduzidas no sintaxe da língua concani e na sua escrita com o alfabeto devanagari, a par do inglês como língua de ensino em substituição do português, não estará essa identidade goesa a ser extinta, mais a mais com o fluxo migratório, de 30 a 40%, das pessoas que falam outras línguas?
Em 2008, 2009 e 2010, respetivamente 312, 432 e 433 goeses obtiveram a nacionalidade e passaporte português, sendo a maioria de Agaçaim, Mercês, Stª Cruz e Taleigão. Segundo a constituição indiana estes goeses perdem o direito de voto nas eleições locais ou nacionais. In Herald; Goa,01/09/2010. Aproximadamente 1200 goeses adquiriram a nacionalidade portuguesa desde Janeiro de 2008 até Setembro de 2010. A maioria são católicos, 25 indus e 19 muçulmanos. Estes pedidos de nacionalidade para obter passaporte português são constantes no Consulado português de Goa. Os requerentes através do passaporte português emigram para a União Europeia e, sendo de nacionalidade portuguesa, ficam livres para arranjar emprego dum país para o outro sem a necessidade de visto de residência. Maioria trabalha no Reino Unido em profissões menores, nos Correios, hospitais, transportes e indútsrias. São pagos com aproximadamente 12 libras à hora, incluindo as vantagens de acomodação, educação para as crianças de graça. In. Navhind Times, 2010.Out.21.
Uma corrente política em Goa defende a expansão de Goa - uma Goa maior, acrescentando no norte o distrito de Sindhudurg, com uma área de 5 207 km2, do Estado de Maharastra, e no sul o distrito de Karva e Joida, com uma área de 2 622 km2, em satisfação dos anseios das respetivas populações locais, as quais são de opinião que a sua integração no Estado de Goa lhes dará benefícios, desenvolvimento e uma vida melhor. Consideram também uma maneira de reagrupar os territórios da zona de Concão, falantes de concani. Esta ideia incluiria na área de Goa boas zonas florestais em causa. Muitas pessoas de Karwar já se encontram radicadas em Goa, como funcionários do Governo Central, desde 1961, após a ocupação de Goa pela Índia. Esta expansão aceleraria talvez a indianização de Goa já em curso desde 1961. Pois, em 1961 a população católica de Goa era de 35%. Os censos de 2001 registaram apenas 21%, devido a imigração de hindus dos outros Estados indianos. In Goa News/Sould Karwar-Sindhudurg be Goa?; 2010.Out.21
AMBIENTE, PLANEAMENTO E IMIGRAÇÃO - Nas praias é comum ver-se cães e gado, misturados com os turistas, enquanto os migrantes dedicam-se ao negócio, ao tráfico de droga e prostituição e são empregados nos restaurantes, vivem em bairros sem saneamento e espalham seus lixos e defecam ao ar livre. Muitas pessoas morrem em Goa com a raiva depois da mordedura dos cães, incluindo turistas estrangeiros e o gado muitas das vezes se encontra a noite acampado nas estradas, e cães e gado circulam em algumas ruas e nos mercados. Os campos e as serras estão cobertos de lixo e vê-se construção de prédios nas zonas húmidas e nas serras. O tratamento de esgotos e resíduos sólidos, industriais e domésticos, parece inexistente. O trânsito nas cidades é caótico, sem regras, onde não são respeitados os direitos do peão.
Atraídos pela beleza natural, os hippies vieram a Goa na década de 1960 à procura da droga que vinha através do corredor de Katmandu, Afganistão. Hoje fala-se no contrabando de droga sobretudo no norte de Goa com participação dos cidadãos estrangeiros segundo a informação do "Narcotic Central Bureau" (NCB), drogas como charas, ganja, opio e heroina, valium, viagra, mandrax e ketamine e os estabelecimentos de restauração ao longo das praias, na maioria vendem droga aos turistas, especialmente aos estrangeiros e cujo pico de consumo aumenta no fim-do-ano e no carnaval. Supõem-se que os nigerianos dominam Candolim-Calangute areas costeiras, os homens locais nas praias de Anjuna, israelitas no extremo-norte, russos em Morjim e Mandarem.
Raptos, homicídios, suicídios, abusos das jovens, incluindo estrangeiros: 2008 jovem inglesas Scarlette Eden Keeling encontrada morta na praia de Anjuna, desde então tem havido vários casos de morte registados nas esquadras de polícia; 2010 uma jovem de Delhi Meha Bahuguna depois de ter participado no Sunburn Music Festival morreu num hospital de Pangim devido a droga; 2010 uma jovem russa de 9 anos foi abusada sexualmente numa praia em Arambol por migrantes trabalhadores indianos em Goa. Os meios de comunicação informam a opinião pública como que a culpa fosse das turistas estrangeiras, devido ao uso de bikini nas praias e ao hábito de as mesmas andarem fora das casas à noite, no entanto nos mesmos meios de comunicação há referências também de homicídios e abusos sucederem em relação aos elementos locais. Pois, homicídios, em 2005 houve 43 e em 2006 38. Em 2008 foram encontradas 18 mulheres mortas por um homicida, que as atraia prometendo casamento; em Outubro de 2009 foram encontrados 10 cadáveres, dos quais 8 eram homicídios e destes 3 encontravam-se queimados, num raio de 30 km da capital de Goa, Panaji, in "SBNLIVE, 17/10/2009, Indian Section".
Goa sendo um destino do turismo popular supõe-se que é usado para contrabando de drogas para países estrangeiros via postal e por meio de correios de droga e que certas companhias farmacêuticas possam estar também envolvidas e há notícias de que a Interpol tem alertado as autoridades indianas duma possível ligação de indianos e goeses com a mafia de droga internacional atraves das pessoas que trabalham nos barcos de pesca no alto-mar. Os casinos no Rio Mandovi implantados pelos migrantes indianos empregam dançarinas russas, punjabi e indianos de NE.
Há também casos de rixas entre os estrangeiros e os locais: um sul-coreano é agredido pelos locais por ter recusado e reclamado o troco em chocolates depois duma compra em 2009 e em 2008 caso idêntico um australiano foi agredido pelos empregados dum hotel vindo a falecer. Em 2010 depois duma troca de palavras um taxista local foi agredido por um russo, vindo a falecer depois no hospital.
Verificam-se assiduamente quase todos os dias avisos de mudança de nomes nos jornais de Goa, "Change of name" em que os nomes, na gande maioria nomes católicos, poucos hindus e muçulmanos, são alterados. Muitos desses nomes, alguns escritos em ingles passam a ser escritos em português de acordo com a norma portuguesa.
Há 2 tipos de migrantes: Migrantes trabalhadores vulgares e migrantes da classe alta vivendo em vivendas ou apartamentos luxuosos e possuindo casas luxuosas com altos cargos nas firmas e nos serviços do governo e outros homens de negócios. Os construtores de Delhi, Mumbai, Hyderabad, Belgaum, Bengalore, etc., homens de negócios russos, israelitas e nigerianos, tomam conta de Goa, compram propriedades; os vendedores nos mercados são de Karnataka; os cozinheiros do norte de Índia trabalham nos hóteis e restaurantes, e trabalhadores de construção civil são de Orissa, Bihar, Utar Pradesh, Karnataka e Rajasthan.
Em certos restaurantes, dirigidos pelos europeus, face a prática de discriminação dos goeses e indianos, o governo foi obrigado a legislar leis para impedir este fenómeno discriminatório. Qual será a verdadeira causa da discriminação? Raça? Hábito de comer com a mão ainda muito vulgar em certos sítios públicos? É vulgar também na maioria dos restaurantes e casas usarem para comer colher e garfo, em vez de faca e garfo!!! Pois, como é sabido, colher é para tomar a sopa e faca é para cortar carne ou peixe!!! Outro hábito relacionado na India, incluindo Goa, as pessoas não usam papel higiénico nas casas de banho, pois estão habituados a usar o pote com água e lavar com a mão esquerda o rabo em vez de limpa-lo com o papel higiénico, o que não é nada prático sobretudo nas casas de banho dos restaurantes. Há noticias 2009-2010 de que num restaurante dirigido pelos ingleses não era permitido acesso aos indianos e num restaurante em Candolim, após uma reclamação dum casal goês/indiano, alguns clientes europeus, ingleses/australianos, do mesmo restaurante terem proferido aos mesmos expressões como: "Get out, dirty indians".
DIASPORA GOESA - Enquanto trabalhadores migrantes, seguranças, carpinteiros, pedreiros, cabeleireiros, entram em Goa, os goeses emigram aos territórios do Golfo e a outras partes do mundo, Inglaterra, Canadá, Austrália, Estados Unidos de América, etc., e trabalham também nos barcos, petroleiros e marinha mercante internacional. Para ajudar os goeses "Non Residents Goans" (NRGs) o Governo de Goa criou uma página na internet"globalgoans" no sentido de proteger seus direitos e seus bens, que através da lei “Goa Buildings (Lease, rent and evictions) Control Act, 1968, em vigor desde 2009, concedeu aos NRIs (non residents indians) e aos PIO (person of indian origin) os mesmos benefícios dos membros das Forças Armadas ou empregados do governo central, dando-lhes assim a prioridade nos processos da justiça, mediante o uso de GOA CARDS, adquirível pelos "NRGs" por 250 rupias. Os seus portadores tem também benefícios nos hospitais particulares, hotéis, etc., e direito a cobertura de Acidentes Pessoais de 1 00 000 (um lak de rupias). O estudo “GOA MIGRATION STUDY 2008” publicado em 2009 refere que a diáspora goesa se encontra em 43 países e destes 56% no Golfo Pérsico, 13% na Europa, 11% no Sul da Ásia e SE da Ásia, 10% na América do Norte e 7% nas Linhas dos Cruzeiros Marítimos e barcos mercantes. 16% das famílias goesas tem pelo menos 1 emigrante fora ou regressado,e, destes 20% são mulheres.
RELIGIÃO E HARMONIA COMUNAL - A harmonia comunal centenária, apanágio do Estado da India Portuguesa, existente entre católicos, hindus e muçulmanos, assistindo até as festas religiosas independentemente da fé, como as festas de S. Francisco Xavier, Senhora de Saúde-Saibin e a de Zatras dos hindus, e dos muçulmanos, parece que está a ser substituída por uma onda de violência, assassinatos, raptos, fanatismo religioso, idolatria, bombas, profanação e vandalização dos templos. A celebração anual das festas de Nª Srª de Brotas "our Lady of Springs em Angediva em 2/fev e de S. Francisco de Assis em 4/10, à partir de 2004, a Base Naval de Karvar que ocupa a Ilha de Angediva proibiu em conformidade com a decisão do Ministro da Defesa, receando disturbios comunais, depois de Rana Sena, RSS, ter solicitado que a hindus também fosse permitido lá celebrar a festa duma divindade transferida da Ilha depois da chegada dos portugueses. A marinha indiana quer apoderar-se também da Ilha de S. Jorge, e após a posse como é hábito as actividades civis e religiosas são proibidas, invocando a segurança da base naval. In Daily News & Analysis, DNA; 20.09.2010
No dia 18/10/2009, durante os festejos hindus de Divali, houve a colocação de 3 bombas que a polícia desmontou, e na cidade de Margão, onde também se realizava a festa da Nossa Senhora de Graça, na Igreja de Graça, uma quarta rebentou ao ser transportada e causou a morte dos seus 2 portadores. Supõe-se que a autoria é da organização da extrema direita-hindu, Sanatan, fundada em 1990 por um hipnoterapeuta formado em Inglaterra, acusada também de ter colocado em 2008 bombas em algumas salas de cinemas em 3 sítios, na área de Bombaim; In Sindh Today, 18/10/2009. Esta organização chamada RSS, Rashtrhiya Swayansevak Sangh, defende a unidade da Índia através da uniformidade, e proclama que: " Quando há duas religiões e duas línguas ocorrem problemas, e, por isso a Hindutva quer construir a ìndia com as tradições indianas e com uma só língua" e refere que tem 100 centros seus representativos em Goa com 25 000 membros activos. Em Goa a sua luta formalmente começou em 1962.
2011.02. "As estatísticas revelam que dos 126 turistas estrangeiros falecidos em Goa nos últimos dois anos, aproximadamente 40 eram cidadãos britânicos. Segundo o Diretor de Goa Tourism a maioria dos turistas estrangeiros faleceu de morte natural, excetuando os recentes casos de assalto sexual das mulheres russas e em 2008 o rapto e homicído de Scarlett. Goa recebia anualmente aproximadamente 500 000 turistas estrangeiros, mas a partir de 2008 este número baixou para 300 000. Segundo as fontes de National Crime Records Bureau 20 737 raptos foram registados na Índia em 2007, destes Goa registou 20 casos, mas segundo a informação policial o número é superior e só no norte de Goa houve 27 casos registados em 2009, dos quais apenas 3 vítimas eram estrangeiras. Por isso para a segurança dos turistas desde Dezembro de 2010 foram destacados 40 guardas nas praias, zonas dos bares e nos locais religiosos, munidos de 15 viaturas jeeps e motociclos para patrulhamento. Aproximadamente um terço da população de Goa depende da atividade turistica direta e indiretamente. O Governo Central anunciou um plano para implementar infra-estruturas turísticas, como campo de golf, marina e um centro turístico, através de colaboração com as entidades privadas. Esperamos do governo local a construção de estradas e estruturas de diversão para promover espetáculos e eventos. Até à presente data 500 voos charter têm chegado a Goa com turistas estrangeiros." In. Goa tourism in damage control mode, quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
2010.09.01 - Em 2008, 2009 e 2010, respetivamente 312, 432 e 433 goeses obtiveram a nacionalidade e passaporte português, sendo a maioria de Agaçaim, Mercês, Stª Cruz e Taleigão. Segundo a constituição indiana estes goeses perdem o direito de voto nas eleições locais ou nacionais. In Herald; Goa,01/09/2010
2010.10.21 - Aproximadamente 1200 goeses adquiriram a nacionalidade portuguesa desde Janeiro de 2008 até Setembro de 2010. A maioria são católicos, 25 indus e 19 muçulmanos. Estes pedidos de nacionalidade para obter passaporte português são constantes no Consulado português de Goa. Os requerentes através do passaporte português emigram para a União Europeia e, sendo de nacionalidade portuguesa, ficam livres para arranjar emprego dum país para o outro sem a necessidade de visto de residência. Maioria trabalha no Reino Unido em profissões menores, nos Correios, hospitais, transportes e indútsrias. São pagos com aproximadamente 12 libras à hora, incluindo as vantagens de acomodação, educação para as crianças de graça. In. Navhind Times, 2010.Out.21.
A aquisição da nacionalidade portuguesa já tem antecedentes e resta saber quantos cidadãos goeses, damanenses e diuenses adquiriram até à atualidade a nacionalidade portuguesa. Além destes, sabe-se que muitos sairam de Goa, Damão e Diu, além de Lisboa para outras partes do mundo, após a ocupação de Goa já com nacionalidade portuguesa, pois os goeses, damaneneses e diuenses continuaram legalmente como portugueses até à altura em que Portugal reconheceu aqueles territórios como indianos em 1974, após a revolução de 25 de Abril de 1974 em Lisboa.
2010.10.21 - Uma corrente política em Goa defende a expansão de Goa - uma Goa maior, acrescentando no norte o distrito de Sindhudurg, com uma área de 5 207 km2, do Estado de Maharastra, e no sul o distrito de Karva e Joida, com uma área de 2 622 km2, em satisfação dos anseios das respetivas populações locais, as quais são de opinião que a sua integração no Estado de Goa lhes dará benefícios, desenvolvimento e uma vida melhor. Consideram também uma maneira de reagrupar os territórios da zona de Concão, falantes de concani. Esta ideia incluiria na área de Goa boas zonas florestais em causa. Muitas pessoas de Karwar já se encontram radicadas em Goa, como funcionários do Governo Central, desde 1961, após a ocupação de Goa pela Índia. Esta expansão aceleraria talvez a indianização de Goa já em curso desde 1961. Pois, em 1961 a população católica de Goa era de 35%. Os censos de 2001 registaram apenas 21%, devido a imigração de hindus dos outros Estados indianos. In Goa News/Sould Karwar-Sindhudurg be Goa?; 2010.Out.21
2010.11.12 - “O Navio Escola Sagres atracou em Goa, no porto de Mormugão, em 12 de Novembro de 2010, estando prevista a sua saída no próximo dia 16. A sua estadia vai ser aproveitada para assinalar os 500 anos da chegada dos portugueses na Índia, Goa. O navio está aberto ao público para visitas. Dentro do programa da sua estadia em Goa será servido almoço juntamente com o Embaixador de Portugal na Índia e o Consul Geral de Portugal em Goa, a autoridades indianas, como o Governador de Goa, Chefe do Governo de Goa, Presidente da Assembleia Parlamentar, e o Comamdante Naval de Goa, no próximo dia Domingo, dia 13, cerimónia em que serão entregues prémios a alunos de português em Goa e haverá um espetaculo de fado e mandó. Na 2ª Feira, dia 14, o navio será visitado pela marinha indiana.
O grupo oposionista à presença portuguesa na Índia, partido BJP e os Freedoom Fighters criticam este relacionamentos das autoridades locais com as autoridades do Navio Sagres, pois consideram que estão celebrar a conquista de Goa há 500 anos.
Esta viagem de circum-navegação começou com a sua partida em 19/01/2010 de Lisboa para uma viagem de 11 meses, com a programação do seguinte itinerário: Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, México, EUA, Japão, Coreia do Sul, Indonésia, Timor, Singapura, Tailandia, Malásia, Goa, Egipto e Argélia. Também esteve em Macau, sem aí atracar por não ser permitida aos navios de guerra.
O Navio Escola Sagres foi construído em 1937. Têm 70 mt de cumprimento, 3 mastros que suportam 23 velas com 1971 metros quadrados de pano, os quais lhe permitem uma velocidade de 17 nós às 1893 toneladas de peso.”In Lusa, 12/11/2010/ Navio Escola Sagres em Goa para assinalar 500 anos da chegada dos portugueses na Índia.
“A tripulação do navio Sagres foi recebida no Porto de Mormugão pelas autoridades navais de Goa. O representante dos Freedom Fighters disse, “Como é possível alguém comemorar a chegada dos opressores?” e exigiu que fossem retirados os nomes dos nacionais portugueses constantes das placas das estradas e ruas de Goa, antes de 19/12/2010. Esta associação é também contra o movimento Panjim City Corporation.” In Niz Goenkar, goan cuisine & delicias, 12/11/2010.
“O Navio Escola Sagres têm 139 tripulantes, sendo 9 oficiais, 16 sargentos e 114 praças. Para evitar protestos e incidentes lamentáveis dos freedom fighters foi destacada uma força especial em Mormugão. A Marinha Indiana em Goa prestou honras às autoridades do Navio Sagres.” In Navhind Times, 2010.11.13. Expedition part of goodwill visit: portuguese ship commander.
"Uma trintena de simpatizantes do Bharatiya Janata Party (BJP), um dos partidos mais influentes da Índia, manifestou-se ao fim da tarde do dia 12, a poucas centenas da entrada do porto de Mormugão, envergando bandeiras negras e faixas de pano com frases em hindi e em inglês. Numa delas podia-se ler: “Welcoming the ship Sagres is Goa´s disgrace” (Dar as boas-vindas ao navio Sagres é uma desgraça). O porta-voz dos manifestantes, Rajendra Arlekar, afirmou na altura: “É uma vergonha estarmos a receber agora aqueles que no passado nos subjugaram e torturaram os nossos lutadores pela liberdade”.
Também o presidente desse partido, Laxmikant Parsekar, em declarações ao diário local Gomantak Times, não poupou palavras, dizendo-se chocado pelo facto de o primeiro-ministro e o governador terem marcado presença na recepção oficial a bordo do navio. Dizia o líder do BJP que, ao “glorificar as celebrações dos portugueses”, apesar dos portugueses (pejorativamente apelidados de “pernas brancas”) “terem trazido o colonialismo e escravizarem o povo de Goa”, esses dirigentes (seus rivais políticos) perdem toda a legitimidade para, no futuro, “felicitarem os lutadores pela liberdade e participarem nas próximas celebrações do Jubileu dourado da Libertação”.
O The Navhind Times, outro dos diários goeses, ignora a manifestação e prefere dar destaque às declarações do comandante da Sagres à imprensa local. Pedro Proença Mendes lembra que a visita da Sagres é alheia a quaisquer questões políticas dos governantes e partidos políticos de Goa, e realça a importância desta visita para “o reforço das relações de amizade entre Portugal e a Índia”.
Já a edição de Goa do reputado The Times of India, que dedica um quarto de página ao assunto, prefere destacar as características do navio, “um dos mais belos do mundo”, a sua “missão de paz e boa vontade”, e a presença a bordo de um marinheiro descendente de goeses, Bruno Miguel Rosário Antunes, que surge como figura do dia, ao ser entrevistado pelo repórter local Andrew Pereira.
“Toda essa história da manifestação anti-Sagres não passa de um questiúncula entre partidos políticos locais”, comentou ao PONTO FINAL Isilda Noronha, residente em Panjim, enquanto aguardava a sua vez para poder visitar o navio, na companhia de alguns familiares. “Os participantes no protesto, muito provavelmente foram pagos para estarem presentes”, dizia ela, em excelente português. Quanto ao instigador desse movimento, “apenas utiliza a visita da Sagres como pretexto para atingir o actual governador, seu rival político, que ocupa a posição que ele ocupou durante anos e que agora quer reaver”. Apenas isso. O sentimento da população de Goa em relação aos portugueses continua a ser “caloroso e fraterno”, e todos estão “muito felizes por mais esta visita da Sagres”.
“Apenas alguns hindus demonstraram hostilidade. Cristãos e muçulmanos receberem-nos muito bem”, garantiu, por sua vez, o marinheiro Santos, um dos 150 tripulantes da Sagres, que não perdeu a oportunidade de chamar a atenção para a dificuldade que todos eles tiveram para sair e entrar no porto de Mormugão, devido às fortes medidas de segurança. “No dia em que chegámos, dois dos nossos marinheiros foram impedidos de deixar o porto, apesar de estarem munidos da sua identificação. Foi necessário que o nosso capitão assinasse uma declaração para que pudéssemos circular sem entraves. Nunca tal nos aconteceu, nesta viagem de circum-navegação”.
Em declarações a este jornal, o comandante da Sagres, Pedro Proença Mendes, desvaloriza o incidente da mini-manifestação anti-Sagres, lembrando, a título de curiosidade, que um dos mentores dessa iniciativa esteve presente na primeira recepção que os tripulantes da Sagres tiveram com as autoridades locais. Proença Mendes quer acima de tudo salientar o importante papel da Sagres enquanto “embaixada flutuante de Portugal”, lembrando os milhares de goeses e outros indianos que visitaram o navio nos dois dias em que esteve aberto ao público. Fica assim cumprida a missão do navio-escola na Índia.
A Sagres levanta ferro do porto de Mormugão amanhã de manhã, rumo a Alexandria, no Egipto. Uma viagem de vinte dias, sem qualquer escala." In. Ponto Final: Sagres entre aplausos e manifestantes; 2010.11.15
"A comunidade dos pescadores de Khoriwaddo, Vasco de Gama, deram uma calorosa despedida ao barco Sagres no Porto de Mormugão. Os barcos pesqueiros ornamentados acompanharam o barco na sua saída do porto de Mormugão, num gesto de amizade. Um outro grupo de jovens conduzindo motas e empunhando as bandeiras portugesa e indiana percorreram as ruas da cidade de Vasco de Gama.
Numa cerimónia festiva, na presença do Consul de Portugal em Goa, ofereceram flores ao capitão Proença Mendes, comandante do navio Sagres, que por sua vez ofereceu-lhes recordações, camisas e a bandeira portuguesa, enquanto os pescadores entregaram-lhe a bandeira indiana.
Capitão Proença Mendes expressou aos jornalistas a sua satisfação com a calorosa manifestação de despedida, apesar da manifestação dos freedoom fighters quando da sua chegada. O representante dos pescadores informou que foi uma manifestação para estreitar laços de amizade indo-portuguesa." (Tradução do texto original inglês). In O Heraldo Goa´s complete online news edition: despite-protest-portuguese-crew-leave-goan-shores-happy; 17.11.2010
-"Fomos surprendidos por um som festivo vindo do Rio Zuari. Umas 30 embarcações enfeitadas com folhas de palmeira e balões verdes e rubros e ostentando bandeiras portuguesas e indiana com centenas de pessoas, muitas delas vestidas com as camisolas da selecção portuguesa e dançando ao som da música popular portuguesa acompanharam o navio Sagres ao longo de algumas milhas a partida do navio Sagres no dia 16.11.2010."In. Correio de Manhã: goeses vestiram camisolas da nossa selecção de futbol; 28.11.2010
Se mantivessem a língua oficial portuguesa em Goa, Damão e Diu, sendo o português obrigatório nas repartições públicas e nas escolas, como até a ocupação de Goa era em 1961, hoje Goa, Damão e Diu não teriam nas suas repartições públicas funcionários não goeses das outras partes da Índia a não ser os que falassem e escrevessem português. A administração pública goesa continuaria nas mãos dos goeses, damanenses e diuenses. Seria um processo natural de continuidade linguista e cultural da identidade goesa. O corte com esta cultura centenária significa uma nova colonização em pleno século XX. A própria Índia ficaria mais rica linguisticamente e muitos cidadãos goeses e não goeses sabendo falar português teriam também oportunidades de emprego nos países da língua portuguesa e seriam ao mesmo tempo agentes ativos e diretos das empresas indianas que concorressem nesses territórios da língua portuguesa. Goa, Damão e Diu podiam ser portas da Índia aos territórios de expressão portuguesa espalhados pelos quatro cantos do mundo. A língua portuguesa em Goa não era contra a língua local concani, bem como contra a língua inglesa que aí era ensinada livremente em muitas escolas secundárias, apenas era a língua oficial centenária no Estado da Índia Portuguesa. A substituição da língua portuguesa pela língua inglesa abriu as portas aos nãos goeses ocuparem lugares proeminentes da administração goesa, sem possuirem conhecimentos mínimos da cultura goesa e da sua identidade, em prejuízo dos naturais daqueles territórios, causando hoje uma má qualidade de vida em todos os aspetos sociais e económicos da vida goesa.
""Existem em Portugal aproximadamente 60 000 pessoas de etnia indiana, sendo destas apenas 7 000 cidadãos indianos e as restantes cidadãos portugueses. A maioria encontra-se em Lisboa e Porto e os outros espalhados pelo país, sobretudo em Algarve, Leiria, Coimbra, Guarda, etc. Dividem-se em Gujeratis, goeses, damanenses, diuenses e pundjabis.
Os gujeratis maioria vindos de Moçambique depois de 1974, após a revolução de 25.04.1974 em Lisboa, sendo os restantes vindos da Índia desde à década de 1980 e cuja chegada ainda continua aberta. Vivem em comunidade unida e dedicam-se ao comércio e a hotelaria, e mantem fortes ligações familiares na Índia. Alguns deles também vieram de Inglaterra, Madagascar e África do Sul.
Os goeses vieram diretamente de Goa logo após a ocupação de Goa pela União Indiana em 1961, sobretudo jovens estudantes do ensino português em Goa, seguidos de outros vindos de Moçambique após a sua independência depois de 1974 e ainda seguidos de outro grupo na década de 1990 e cuja entrada ainda continua. Todos cidadãos portugueses de origem na sua maioria.
Os damanenses e os diuenses vindos depois de 1961 após a acupação do Estado da índia Portuguesa pela União Indiana, seguidos de outros vindos de Moçambique após sua independência depois de 1974. São na sua totalidade cidadãos portugueses de origem. Muitos deles logo que tenham condições financeiras e económicas trazem outor membros da sua famíla para junto de si.
Os pundjabis chegaram na década de 1996. São cidadões indianos. Maioria trabalhadores de construção civil, bem como trabalhadores na área da industria alimentar. Encontram-se concentrados em Lisboa e existe uma pequena comunidade sik na cidade de Guarda."" In Portal de Embassy of India - Persons of indian origins. (Síntese informativa obtida em 2011.01.28.)
Mas além destes, sabe-se que há também pessoas que vieram antes de 1961, sobretudo pessoas de origem etnicamente europeias nascidas em Goa. A maioria dos jovens do Estado da Índia Portuguesa deslocaram-se para territórios portugueses porque a administração indiana em Goa substituiu o sistema administratvo do Estado da India Portuguesa por um sistema anglofono, substituindo a língua portuguesa pela inglesa. Esta atitude neocolonialista do governo indiano cortou as justas aspirações, sobretudo dos jovens prestes a entrar no mercado de trabalho, como repartições públicas, professores, empregados públicos em geral, ou desejosos de seguir cursos superiores dentro do sistema educativo português. Igualmente muitos funcionários públicos passaram a ser transferidos para outras partes da ìndia e substituidos pelos funcionários indianos, os quais ocuparam os postos principais da função pública. A evasão dos goeses não se deu só para os territórios portugueses. Deu-se também para as outras partes do mundo, incluindo Brasil. Os bens patrimoniais destes jovens e famílias hoje devem estar a ser aproveitados, em certos casos, pelos seus familiares, aproveitando a confusão política para a sua usurpação, posse indevida, e enriquecimento ilícito.
2010.11- O 3º Festival de Cinema Lusófono decorreu de 13 a 16 de Novembro no Auditório do Colégio Chowgule em Margão, com exibição de filmes de realizadores angolanos, portugueses e brasileiros, retratando os contextos histórico-culturais de grande parte do espaço lusófono. Dia 16 foi projetada a curta-metragem de animação "A Flor mais Grande do Mundo" do realizador galego Pancho Casal besado num conto infantil de José Saramago e o filme "Blindness" do brasileiro Fernando Meireles. Foi uma iniciativa do CLP/INstituto Camões em colaboração com o Centro de Língua e Cultura Portuguesa do Smt. Parvatibai Chowgule College de Margão. In.III FESTIVAL DE CINEMA LUSÓFONO MARGÃO-GOA - Elos Clube de Tavira, 05.12.2010
In. Oheraldo Goa's complete online news edition :: Salcete-Portuguese-passport-holders-under-radar-of-poll-official. sábado, 12 de Fevereiro de 2011: "Os nomes dos goeses que agora optaram pela nacionalidade portuguesa foram eliminados dos cadernos de recenseamento eleitoral, passados 3 meses após a publicação pelos Serviços de Estrangeiros duma lista detalhada de centenas de goeses portadores de passaporte português. Há informações também de que muitos destes cidadãos voluntariamente pediram a eliminação do seu nome do caderno de recenseamento eleitoral. Em conformidade com a legislação indiana os portadores de nacionalidade estrangeira deixam de ser cidadãos da ìndia." Tradução síntese do texto original inglês.
In. [Goanet] Portuguese citizenship for Indians. domingo, 13 de Fevereiro de 2011. Tradução síntese do texto original inglês. " Será que o acordo celebrado pelo governo português para os residentes do Estado da Índia poderem optar pela cidadania portuguesa se vai findar nos próximos anos? Centenas de indianos do Estado da Índia estão a optar pela cidadania portuguesa. Segundo a lei portuguesa os nascidos no Estado da Índia antes da sua ocupação pelo exercito indiano em 1961/ são cidadãos portugueses, bem como os seus descendentes, e para obter este direito os interessados devem registar-se nos Serviços de Registos Centrais em Lisboa, visto que os registos de nascimentos originais ficaram no Estado da Índia. Pedro Rodrigues um advogado goês, residente em Lisboa, em visita de 3 dias ao Qatar por solicitação de Doha Goans Sports Club (DGSC), é de opinião que os interessados devem aproveitar agora a oportunidade durante este ano porque o governo português pode cancelar esse direito em qualquer altura. Neste encontro muitos goeses estiveram presentes munidos dos seus respetivos documentos de identificação, a fim de obter esclarecimento sobre o assunto. A primeira vaga de emigração dos goeses começou com os seus antepassados por via marítima para as terras de África, com Kénia, e alguns foram obrigados a optar pela nacionalidade inglesa quando Idi Amin mandou os indianos embora. O interesse afluência para obter a cidadania portuguesa não é apenas restrita aos residentes em Goa, mas também aos residentes em outras áreas, como Austrália e Kénia. O direito indiano não permite cidadania dupla e como tal quem obtiver a cidadania portuguesa é obrigado a devolver o passaporte indiano, mas podem optar por "Overseas Indian Citizen card (OCI)", no entanto este cartão não dá direito ao seu possuidor comprar propriedade agrícola, etc. As suas vantagens apenas permitem facilitar o visto de entrada na Índia".
In.[Goanet] Salcete Portuguese passport holders under radar of poll off. segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011. Tradução síntese do texto original inglês. " Os goeses eram cidadãos portugueses até que foi-lhes imposta por força a cidadania indiana depois da invasão. O único goês, corajoso demais, que lutou contra a imposição da cidadania indiana foi o Pe. Cico Monteiro. Agora os goeses querem readquirir a sua cidadania, mesmo nos países como Austrália, apesar de até agora não terem aproveitado da oportunidade. Os que readquiriram a sua cidadania e são residentes em Goa permanentemente devem ter todo o direito de voto, caso, se pagam os impostos. Um dos fundamentos em que começou a revolução americana, baseou-se em "Não se paga os impostos sem ter direito à sua representação". Eu não sei quais são os direitos nos EUA, mas no Reino Unido e na Austrália eu estava registado no caderno eleitoral local visto que eu pagava os impostos sendo aí residente apesar de não ser cidadão desses dois respetivos países.Gabriel."
In. Goanet. 400 goans save Goa with a portuguese passport every year, soter, 16 Feb 2011. Tradução síntese to texto original inglês. " Todos os anos à volta de 400 goeses obtêm passaporte português a fim de obter emprego como cidadãos europeus. Estes dados foram revelados quando da revisão dos cadernos eleitorais feita pela Election Office, Altinho, desde 1 de Novembro 2010 até 1 de Janeiro de 2011. Election Office não conseguiram saber o número exato dos goeses que adquiriram passaporte português através do Consulado de Portugal, mas a informação prestada pelos Serviços de Registo dos Estrangeiros da Polícia de Goa diz que aproximadamente 400 goeses adquirem passaporte portugues anualmente. Em 2008, 312 goeses adquiriram nacionalidade portuguesa. Em 2009 o número subiu para 432. Igualmente até Julho 433 goeses deixaram o Estado com destino à Europa. A maioria dos goeses deixaram a nacionalidade indiana e emigraram para Portugal e Reino Unido. Entretanto, os serviços de Election Office ao iniciarem o processo de excluir os nomes desses goeses que desistiram da nacionalidade indiana, afirmaram uma estimativa de 12 000 goeses que adquiriram o passaporte portugues nos últimos 12 anos. A pessoa que adquire passaporte português perde a sua cidadania indiana e tem que entregar o passaporte indiano. Também, a revisão dos cadernos eleitorais da Assembleia de Goa tem verificado um decrescimo de 5 615 votantes. O número total de eleitores que era de 1 042 385 em 1 de Janeiro de 2010 desceu para 1 036 770 votantes em 1 de Janeiro de 2011. Gomantak Times, 16/2/2011.
18.02.011.In. https://nizgoenkar.blogspot.com/. Atrocities on goans by Franco Fernandes. Tradução síntese do texto original inglês: "Antes de 1961, 90% da administração de Goa encontrava-se preenchida pelos goeses e certos lugares superiores eram ocupados pelos metropolitanos. Logo após a invasão de Goa em Dezembro de 1961 pela Índia, o governo decretou que todas as pessoas nascidas em Goa, formalmente cidadãos portugueses, seriam automaticamente cidadãos indianos. Os naturais foram maltratados após a invasão. Muitos goeses perderam os seus empregos e foram substituidos por não-goeses. Leo Lawrence no seu livro "Nehru seizes Goa" 1963 descreve que inteiros serviços, sendo seus funcionários centenas de goeses, foram demitidos e muitos foram substituidos pelos não-goeses (no wonder this book was forbidden in India). Eventualmente goeses foram forçados deixar Goa e muitos foram severamente penalizados quando a "Law of Evacuees" foi-lhes aplicada e eles perderam todas as suas propriedades na sua terra natal Goa e todo seu dinheiro foi confiscado. A "Law of evacuees" que é uma vergonhosa violação dos direitos humanos, foi já abolida em toda a Índia, excepto no nosso querido Estado de Goa. Aos que permaneceram em Goa foi-lhes imposta a cidadania indiana, e àqueles que escolheram manter a cidadania portuguesa foram obrigados a registarem-se, aplicar e pagar um visto renovável. Seria fácil dar-lhes um visto de residência permanente, sendo naturais de Goa, mas não, o senso comum não prevaleceu e tiveram que ser sujeitos a humilação de serem considerados estrangeiros na sua terra natal. Aqueles que não cumpriram a determinação foram presos e sujeitos a abusos e eventualmente mortos como prisioneiros na sua terra natal, apesar de a Índia ser subscritora da Convenção de Génova! Como o Pe. Chico Monteiro. https://goancauses.com/Fr.%20Monteiro.htm. Estima-se que 100 000 goeses deixaram Goa depois da invasão.
- 21.02.2011 "O Estado de Goa atrai anualmente 2,4 milhões de turistas, dos quais 500 000 são estrangeiros, sobretudo os russos. Na presente época turistica, de Outubro até ao Março, mais de 65000 russos são aguardados a chegar a Goa em 800 voos especiais "Chartered flights". Isto deve-se aos laços históricos entre a antiga União Soviética e a Índia, e com a abertura da Rússia mais e mais russos viajam à Índia, sendo Goa o lugar favorito. Segundo a opinião dum turista russo Goa permite ao visitante a sensação de liberdade grata aos russos, que durante 70 anos viveram oprimidos sem poderem falar e viajar livremente, sendo ainda obrigados a cumprir algumas normas. Em Goa ninguém nos pergunta nada. Penso que este é um espírito especial goês.
28.01.2011 - In. Muro de Lágrimas: GOA, OS PORTUGUESES NA INDIA - O Heraldo 1 de Dezembro de 2010, OPINIÃO, Pelo Advogado ANTÓNIO LOBO
- O debate sobre a visita do Navio Escola Sagres e o protesto de cerca de 30 manifestantes BJP/RSS/FF deveria também ser visto no contexto da saída do mesmo em que um grupo de pescadores da cidade de Vasco se regozijou com a sua visita. Este grupo incluiu pessoas que dicidiram rejeitar a propaganda vazia e falsa dos combatentes da liberdade como Karmajali e outros, bem como o que é ensinado hoje nas escolas de Goa sob a "vestimenta" da história do período de 1510-1961.
- É uma verdade irrefutável que, em menos de 13 anos, após a anexação de Goa pela Índia, todas as colónias de Portugal alcançaram a liberdade, tornando-se países independentes;
- Deixem-me colocar-vos os seguintes assuntos para pensar e que podem ajudar-nos a abstermo-nos da repetição mecânica de inverdades que só ajudam a perpetuá-las;
- Goa, Damão e Diu teriam atingido a mesma liberdade como todas as outras colónias de Portugal se não fosse a "Operação Vijay" realizada pelas forças armadas da Índia;
- Os supostos combatentes da liberdade não pediram à Índia ou a Nehru para realizar um plebiscito em Goa, Damão e Diu para decidir a questão da independência ou a fusão com a União Indiana. Uma vez que tal escolha não foi dada, as reivindicações pelos chamados "combatentes da liberdade" e pela Índia que em 19 de Dezembro de 1961 sinalizou a "libertação" de Goa, é falsa e sem sentido uma vez que não passou da troca dum ocupante por outro;
- Goa, Damão e Diu mantidos sob lei marcial durante mais de um ano após 19 de Dezembro de 1961 contradiz as alegações dos propagandistas de que Goa, Damão e Diu foram "libertados".Uma população libertada não necessitaria de estar sob lei marcial;
- Em vez de um plebiscito, o Governo indiano impingiu sobre Goa, Damão e Diu uma sondagem de opinião, em 1967, que foi uma escolha entre tornar-se um território da União ou desaparecer no seu todo políticamente, esquecendo as solenes promessas feitas, pré-anexação, no Parlamento Indiano por Neru e outros que a identidade de Goa, Damão e Diu seria preservada a todo o custo;
- Nesta sondagem, mesmo Goeses residentes fora de Goa, mas dentro da Índia, não receberam o direito de voto na sondagem de opinião com uma clara intenção de inclinar a balança a favor do loby de fusão liderado por Dayanand Bandodkar e o partido Maharashtrawaddi Gomantak;
- Portugal assinou um tratado com a Índia sobre Goa, Damão e Diu, sem consultar as populações agindo, assim, exactamente como o regime ditatorial do Dr. Salazar teria agido e não como uma nova Nação democrática liderada por supostos "democratas" como o Dr. Mário Soares, que assinou o tratado como Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, dando a nossa terra como se fosse um seu bem móvel;
- O facto de que a Índia requeria um tratado com Portugal para que a Comunidade Internacional das Nações legalizasse a anexação concluíu o argumento de que Goa era parte integrante da Índia;
- As antigas colónias de qualquer país têm o direito à independência, é um facto reconhecido pela Organização das Nações Unidas. Por esse motivo, Timor Leste, embora anexado pela Indonésia, não foi reconhecido como parte da Indonésia pela Comunidade Internacional, principalmente devido à recusa de Portugal em assinar um tratado com a Indonésia reconhecendo a sua soberania sobre Timor. É um facto irrefutável que Portugal traiu a população de Goa, Damão e Diu.
- A entidade pré-anexação conhecida como " Estado da Índia" e a de pós-anexação conhecida como os Territórios da União de Goa, Damão e Diu, com suas fronteiras geográficas e o seu modo de vida. tinham sido realizadas, em parte,há 450 anos, e toda a unidade geográfica, tal como existe hoje, há cerca de 250 anos (até 1961), com a sua cultura distinta, modo de vida e especifidade. Entrou em vigor mesmo antes da existência da entidade política conhecida hoje como a União da Índia, cuja existência, é devida em grande medida aos Britânicos. A sua existência não é tão antiga quanto a Goa, Damão e Diu. Onde está a questão. Será que Goa, Damão e Diu fizeram sempre parte da Índia? A Índia não é exactamente o sub-continente indiano, inclui o Paquistão, Bangladesh e outros.
- Os verdadeiros Goeses têm estado na vanguarda dos que procuram preservar a identidade única de Goa, lutando pela sua sobrevivência. Isto tem sido uma pedra no sapato de quem gostaria que Goa pudesse ser dissolvida e incorporada como foi intenção em fazê-lo. Esforços concertados foram feitos a partir de 1962 para garantir que os verdadeiros Goeses fossem privados de empregos do governo e deixados sem meios de subsistência.Esta é uma das razões para a emigração em massa de Goeses para terras estraqngeiras;
- A composição demográfica de Goa era para ser activamente diluída ao incentivar não-goeses a estabelecerem-se em Goa, começando com o programa de 20 pontos segundo o qual a todos os não-goeses fossem dadas terras e casas associado ao programa paralelo sobre o qual todos os funcionários do governo que não tinham terras em Goa, poderiam obter parcelas das comunidades. Isto foi feito sem qualquer concorrência, tendo claramente em conta as hordas de funcionários não-goeses do governo trazidos pelo banbodkar e sua filha Sashikala Kakodkare, e mais tarde pelos governos sucessores em Goa;
- O programa de "Marathisation" de Goa e da glorificação de Shivaji (que aliás invadiu Bardez e Salsete em diversas ocasiões e não só destruíu igrejas, mas também levou milhares de cabeças de gado) foi iniciado por Bandodkar com as bençãos do Centro unicamente com a finalidade de iniciar o processo de construção de uma nova identidade cultural. Este programa ocorreu juntamente com a importação em massa de professores Marathi, "Mamlatdars", cobradores e cobradores-adjuntos, hidrófagos e de polícias, levando à humilhação dos quadros do governo então existente, que eram, não apenas eficientes e capazes, mas também tinham um nível superior, Isto também foi necessário para implementar a legislação draconiana, tal como a lei do inquilinato e a lei Mundcar que haviam sido iniciadas com Bandodkar;
- A maioria dos chamados "Bahujan Samaj" com algumas excepções, não se importa se outros "goeses" são protegidos ou não por parte do governo de Goa. Esta "classe especial" das pessoas favorecidas durante o tempo de Bandodkar e sua filha no governo, em detrimento de todos oe outros Goeses (esta mesma comunidade era a espinha dorsal do lobby pro-fusão). Esta facto é comprovado por muitas instâncias, uma das quais é a doação de Ravi Naik, o então ministro-chefe de Goa, da ilha de Angediva à Marinha indiana, apesar do facto de esta ilha ter um lugar especial no coração da comunidade católica por motivos religiosos;
- A democracia iniciada no pós 1961 com toda a pompa e circunstância é uma pura farsa, onde os votos de não goeses são comprados, marginalizando assim os "Goencar modlacho" que só serve para legitimar a "eleição" dos bandidos e elementos mafiosos e colabordores para formar governos;
- Goeses-pensem, ponderem e actuem! Publicada por Borges da Cunha no seu blog borgesdacunha.blogspot.com. 28.01.2011
01.04.2011 - A população de Goa de acordo com os census realizados atualmente passou a ser de 1 457 723 nos últimos 10 anos, que significa um aumento de 8.17 por cento desde 2001. A densidade por m2 é de 394 habitantes. Aproximadamente 1 152 117 habitantes são literatos, sendo a taxa de literacia 87.40 por cento, mais alta do que a média nacional indiana. In. The Navhind Times, 01.04.2011.
17.04.2011 - A descolonização de Goa está a ser feita através duma revolução silenciosa e contínua em fases, a primeira fase foi a substituição da língua oficial portuguesa pelas línguas inglesa e hindi, logo após a conquista de Goa pela União Indiana em 1961. A segunda fase foi na década de 1980, após declarar Goa como 25º Estado da União Indiana, quando substituiram na escrita da língua mãe concani o alfabeto português usado desde o séc. XVI pelos caracteres devanagari e quando posteriormente foram substituindo certas palavras por novas palavras em marathi, de modo que hoje em dia a geração mais velha não reconhece o concani ensinado nas escolas e falado pela geração mais nova, foi a fase de maratização e de ensino da língua hindi em Goa ao mesmo tempo, ambas escritas em devanagari. A terceira fase, uma parte da população desiludida com estas alterações, passou a exigir do governo que a língua inglesa fosse declarada como língua mãe de Goa. Toda esta evolução linguistica naturalmente vai transformando a identidade goesa numa nova identidade indianizada, enquanto os arquivos de Goa, Damão e Diu encontram-se escritos desde o séc. XVI em português até meados de século XX, mesmo depois de 1961, após a conquista de Estado da India Portuguesa. Esta evolução linguistica, seja a substituição da língua portuguesa e da própria língua mãe concani com a sua modificação escrita e falada, permite ver a incapacidade dos goeses em defender o seu passado histórico escrito em português durante séculos, de modo a honrar a memória dos tempos que lhes moldaram a sua individualidade própria, diferente da India Inglesa, apesar de terem feito parte de Portugal como cidadãos portugueses, enquanto os indianos da Índia Inglesa, mesmo sendo considerados apenas subditos ingleses, souberam, ao contrário dos goeses, manter o inglês como língua oficial.
- 24.04.2011: www.navhindtimes.in/goa-news/goa-forgave-portugal-1974-envoy, entrevista do embaixador de Portugal na Índia focando os aspetos culturais e económicos entre Índia e Portugal, com enfase aos territórios de Goa, Damão e Diu.
- 25.04.2011:nizgoenkar.blogspot.com/2011/04/viva-liberation-by-joel-morais-cuncolim_25.html#more, um lamento dum gôes relativamente a situação socio-política em Goa.
- 29.05.2011 - Além dos problemas de migração indiana, existência de grupos russos, israelitas e nigerianos, ligados a droga, surgem novos problemas de agitação social, pondo em causa a harmonia comunal goesa. No dia 25.05.2011 uns 600 tribais iniciaram uma manifestação em Bali, Cuncolim, em reforço das suas reivindicações socias, bloqueando as estradas e caminhos-de-ferro entre Margão e Canacona. Malogradas as conversações, face a carga policial para os dispersar no dia seguinte, reagiram-se atirando as pedras contra a polícia e queimando os seus veiculos, motas, carros e um autocarro. No entanto, no centro de Bali uns elementos locais não tribais com o apoio policial agrediram uns poucos tribais que ali se encontravam e queimaram seus carros e lançaram fogo a um prédio onde funcionava uma sua Cooperativa de Castanha de Cajú e para onde se tinham refugiados uns seus elementos, resultando na morte por fogo de dois tribais. In Goa News, 2 tribals charred to death as road brockade turn violent, 29.05.2011. Segundo as notícias dos jornais locais, publicadas após a autopsia, verificou-se que afinal estas duas vítimas mortais parece que foram transportados no referido prédio depois da agressão, sendo um dos jovens esquartejado cortando-lhe um braço e uma perna. Para disfarçar o crime lançaram fogo ao prédio, onde depois ficaram carbonizados os corpos dos dois activistas. 31.05.2011.
- 03.06.2011 - O grupo folclórico Ekvat de danças e músicas tradicionais goesas sediado em Lisboa vai atuar em Pangim, dia 4, Margão, dia 5, Bengalore, dia 7, Bombaim, dia 9 e Nova Delhi, dia 11.In. The Navhind Times, Portugal based troupe "Ekvat" to perform at Ka tomorrow, iGoa, 03.06.2011.
- 06.06.2011 - Pedindo a suspensão da decisão de considerar o inglês como a língua de instrução nas escolas primária em Goa, em paralelo com as línguas concani e marati, hoje foi declarada greve geral pelos partidos, MGP, maharastravadi gomantak party, e shiva sena de RSS, sendo apoiados pelas 67 instituições em todo o Estado. Em resultado da greve geral houve paralização total dos transportes públicos e da escolas. Dois autocarros foram apedrejados em Margão e em Bicholim e dois outros autocarros de transporte de crianças escolares foram impedidos de prosseguirem a sua viagem.
- 19.06.2011 - Dum grupo de cinco turistas do norte da Índia tres sofreram ferimentos numa rixa em Baga, Goa, com os locais goeses. O motivo principal foi a tiragem de fotografias dos locais sem a sua autorização. Um dos turistas ainda usou a sua pistola de que era portador para dar tiros a fim de amendontrar os locais. O carro dos turistas também foi danificado e os turistas feridos foram socorridos pela polícia e hospitalizados. In blog niz goencar, 19.06.2011
- 20.06.2011 - A equipa de futebol de Goa, "Churchil Brothers" assinou óntem em Lisboa o contrato de um ano com o treinador portugues Manuel Gomes, conhecido no futebol como prof. Neca. Com o Manuel Gomes segue tambem a viagem o gabones, avançado Antchowet, de 31 anos, que foi jogador na última época da equipa Moreirense na Liga de Honra.In. abola.pt. 20.06.2011
01.07.2011 - O National institute of oceanography, NIO, de Goa divulgou ontem que as águas costeiras de Goa se encontram poluidas e impróprias para as actividades recreativas, banho, pesca, etc., devido ao lançamento de efluentes da terra e dos barcos, sem tratamento, ao longo da costa. Esta notícia por sua vez contradiz a informação da Central Pollution Board of Índia que considera que as águas costeiras indianas aptas para todas as atividades recreativas, banho e pesca. In. oneindianews. maritime scientists, Goa, coliform bacteria, water off state coast. 20.06.2011.
15.07.2011 - Segundo as notícias hoje publicadas no periódico Navhind Times de Goa as estatísticas dizem que são mordidadas cerca de 1 100 pessoas por mês em Goa.
22.09.2011 - Manuel Gonçalves Gomes, Prof. Neca, treinador de futebol, com curriculo no Paços de Ferreira, Braga, Benfica, Desportivo das Aves, e orientação das selecções de Angola e das Maldivas, e ainda com passagem em Moçambique, Kuwait e Arábia Saudita, agora é treinador de Churchill Brothers de Goa, onde diz que detetou alguns valores e acredita ser possível colocar jogadores indianos no futebol profissional portugues. In Desporto Rtp.pt, Entrevista, Prof. Neca, agora em Goa. RTP Desporto, 2011.
26.09.2011 - A equipa de futebol da Casa de Portugal viaja para Goa depois de amanhã com 18 jogadores, com a missão de defrontar o Vasco de Gama de Goa no desafio inaugural no Domingo próximo e caso saia vitorioso defrontará na final o vencedor que sair do jogo, Salgaocar e Sporting de Goa.